Acabei de chegar de uma visita ao meu senhorio - o único vizinho que me poderá incomodar. Que bela região, esta! Em toda Inglaterra, acho que não poderia ter encontrado um lugar tão completamente afastado da sociedade humana. Um perfeito paraíso para os misantropos - e eu e o senhor Sr. Heathcliff formamos um par bem adequado para dividi-lo entre ambos.
in: Capítulo I de O Morro dos Ventos Uivantes.
Emily Brontë
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
sábado, 1 de dezembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Pena de morte: Uma breve reflexão.
Joelma Barbosa dos Anjos
Hodiernamente
é lamentável a postura do homem frente
às questões cujo escopo suscitem
peculiaridades de âmbito racional.
Sob
a égide de um sistema sitiado pelo medo, nota-se, no Brasil, a famigerada
sensação de impunidade em decorrência da negligência penal, quiçá, do proscrito
Código Penal brasileiro. Diante de malogrado quadro que se tornou a segurança
pública, como acreditar na importação da pena de morte para as terras
tupiniquins? Importar bacalhau da Noruega é legal, assim como as discussões
quanto às vendas de bebidas nos estádios durante a copa de 2014. Todavia,
quanto custa uma vida? Decerto que não é o mesmo valor de um mensalão! Do
auspicioso ao hospício, eis em que cargas d’agua vai se enveredando a justiça
nacional.
Quebra
de decoro parlamentar, crime de peculato, pedofilia, chacina em escola,
furto... Pena de morte para quem? A discrepância de valores sociais é bastante
notória, destarte, como fundamentar um ordenamento jurídico tão audaz, em meio
a uma sociedade que não denota nenhuma credibilidade e idoneidade? Quantos
inocentes iriam para câmara de gás ou injeção letal? Quais seriam os meandros
de julgamentos? As autoridades adotariam a pena de morte como assepsia ou um
meio de eugenia? E quem seriam os verdadeiros criminosos?
Urge
a necessidade de um debate mais contundente por parte dos órgãos competentes no
que concerne à adoção ou não da pena de morte no Brasil. Acabar com a
criminalidade é pura utopia, talvez nem o próprio Policarpo Quaresma acreditaria.
Somente quando o homem racionalizar suas individualidades e enxergar de forma
holística, é que compreenderá da necessidade de seguir marchando como uma
sentinela com sua baioneta em riste, construindo sua história sem mácula e
indefectível.
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