terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Acabei de chegar de uma visita ao meu senhorio - o único vizinho que me poderá incomodar. Que bela região, esta! Em toda Inglaterra, acho que não poderia ter encontrado um lugar tão completamente afastado da sociedade humana. Um perfeito paraíso para os misantropos - e eu e o senhor Sr. Heathcliff  formamos um par  bem adequado para dividi-lo entre ambos.


in: Capítulo I de O Morro dos Ventos Uivantes.

Emily Brontë
"Será possível que seja o sonho que continua?", pensou ainda Raskólnikov, examinando o inesperado visitante com ar atento e desconfiado. "Svidrigáilov! Que absurdo!"

in: Capítulo I de Crime e Castigo, Volume II

Fiódor Dostoiévski

sábado, 1 de dezembro de 2012

" O crime é produto dos excessos sociais."


Vladimir Ilitch Lenin
Senti-me obrigada a postar!

[...] Em suma, o SURSIS ainda existe, mas respira graças a três tubos de oxigênio.


in: CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. Parte Geral, volume 1. 11 ed. rev. e atual. - São Paulo: Saraiva, 2007.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012





Encenação para o caso de John Wayne Gacy - o palhaço assassino.

Componente curricular: Psicologia Jurídica
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Pena de morte: Uma breve reflexão.

Joelma Barbosa dos Anjos


Hodiernamente é lamentável a  postura do homem frente às questões cujo escopo suscitem  peculiaridades de âmbito racional.

Sob a égide de um sistema sitiado pelo medo, nota-se, no Brasil, a famigerada sensação de impunidade em decorrência da negligência penal, quiçá, do proscrito Código Penal brasileiro. Diante de malogrado quadro que se tornou a segurança pública, como acreditar na importação da pena de morte para as terras tupiniquins? Importar bacalhau da Noruega é legal, assim como as discussões quanto às vendas de bebidas nos estádios durante a copa de 2014. Todavia, quanto custa uma vida? Decerto que não é o mesmo valor de um mensalão! Do auspicioso ao hospício, eis em que cargas d’agua vai se enveredando a justiça nacional.

Quebra de decoro parlamentar, crime de peculato, pedofilia, chacina em escola, furto... Pena de morte para quem? A discrepância de valores sociais é bastante notória, destarte, como fundamentar um ordenamento jurídico tão audaz, em meio a uma sociedade que não denota nenhuma credibilidade e idoneidade? Quantos inocentes iriam para câmara de gás ou injeção letal? Quais seriam os meandros de julgamentos? As autoridades adotariam a pena de morte como assepsia ou um meio de eugenia? E quem seriam os verdadeiros criminosos?

Urge a necessidade de um debate mais contundente por parte dos órgãos competentes no que concerne à adoção ou não da pena de morte no Brasil. Acabar com a criminalidade é pura utopia, talvez nem o próprio Policarpo Quaresma acreditaria. Somente quando o homem racionalizar suas individualidades e enxergar de forma holística, é que compreenderá da necessidade de seguir marchando como uma sentinela com sua baioneta em riste, construindo sua história sem mácula e indefectível.