Pena de morte: Uma breve reflexão.
Joelma Barbosa dos Anjos
Hodiernamente
é lamentável a postura do homem frente
às questões cujo escopo suscitem
peculiaridades de âmbito racional.
Sob
a égide de um sistema sitiado pelo medo, nota-se, no Brasil, a famigerada
sensação de impunidade em decorrência da negligência penal, quiçá, do proscrito
Código Penal brasileiro. Diante de malogrado quadro que se tornou a segurança
pública, como acreditar na importação da pena de morte para as terras
tupiniquins? Importar bacalhau da Noruega é legal, assim como as discussões
quanto às vendas de bebidas nos estádios durante a copa de 2014. Todavia,
quanto custa uma vida? Decerto que não é o mesmo valor de um mensalão! Do
auspicioso ao hospício, eis em que cargas d’agua vai se enveredando a justiça
nacional.
Quebra
de decoro parlamentar, crime de peculato, pedofilia, chacina em escola,
furto... Pena de morte para quem? A discrepância de valores sociais é bastante
notória, destarte, como fundamentar um ordenamento jurídico tão audaz, em meio
a uma sociedade que não denota nenhuma credibilidade e idoneidade? Quantos
inocentes iriam para câmara de gás ou injeção letal? Quais seriam os meandros
de julgamentos? As autoridades adotariam a pena de morte como assepsia ou um
meio de eugenia? E quem seriam os verdadeiros criminosos?
Urge
a necessidade de um debate mais contundente por parte dos órgãos competentes no
que concerne à adoção ou não da pena de morte no Brasil. Acabar com a
criminalidade é pura utopia, talvez nem o próprio Policarpo Quaresma acreditaria.
Somente quando o homem racionalizar suas individualidades e enxergar de forma
holística, é que compreenderá da necessidade de seguir marchando como uma
sentinela com sua baioneta em riste, construindo sua história sem mácula e
indefectível.
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