sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Fonte: http://pt.shvoong.com/books/478197-carteiro-poeta/#ixzz1YLvbdDHM
O Menestrel - William Shakespeare
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
sábado, 17 de setembro de 2011
O mural de Guernica, Picasso, 1937 |
Era uma 2ª feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase 40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".
Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936, quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Stalin.
Avião alemão da Legião Condor |
Sobrevivente dos bombardeios (foto de Robert Capa) |
Estéticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se concentrasse por 5 meses numa grande tela, quase um mural (350,5 x 782,3). Sua primeira aparição deu-se numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas.
Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de Giulio Argan segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema" tenha sido tão explicitada, como na composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Foi uma das grandes premonições histórico-estéticas do século. Dois anos depois teria o início o martírio das populações de Varsóvia, de Londres, de Berlim, de Hamburgo, de Leningrado, de Dresden, de Hiroxima e de Nagasaki, que padeceriam, devido aos bombardeamentos em massa, dos mesmos tormentos das imagens dilaceradas do quadro de Picasso. Exatamente por não ter nenhum signo específico de agressão, nenhuma suástica ou distintivo franquista ou falangista, a composição transcendeu os acontecimentos da infausta Guerra Civil espanhola, tornando-se um manifesto estético dos horrores provocados por uma tecnologia a serviço da desumanização. Picasso pintou a obra-prima do século, onde se misturam as contradições da nossa época: progresso e violência, catástrofe e prosperidade.
Por concentrarem significativos investimentos ingleses e também por abrigarem um classe empresarial empreendora e profundamente católica (um censo de 1970 apontavam o País Basco e Navarra, em toda a Espanha, como os maiores índices de freqüência às missas: 71,3%), os países bascos não conheceram à época do franquismo uma repressão tão violenta como a que se abateu sobre a Catalunha e Valência. Logo depois a Guerra Civil, casas bancárias de Bilbao e de Biscaia expandiram-se para o restante da Espanha, enquanto empresas bascas dedicadas ao comercio de azeite passaram quase a monopoliza-lo em todo o país. Porém essa relativa tolerância (exceção feita ao idioma basco, o euskara, perseguido sem descanso pelos franquistas) para com os antigos anseios autonomistas dos bascos, não fez com que eles desistissem de manter um governo basco no exílio, na vizinha França mais propriamente.
Em 1957, um significativo grupo de estudantes bascos, militantes do PNV (Partido Nacional Vasco), que viajaram para lá, a titulo de estudos, depois de entrevistarem-se com José Maria Leizaola, chefe do governo Euzkadi (Basco) no exílio, com quem se desentenderam, decidiram-se pela opção armada. Ao contrário de Leizaola, que não simpatizava com a linha da ação violenta, os jovens bascos acreditavam que com o apoio do proletariado, da nova geração que formava no estertor do franquismo, e num clero cada vez mais combativo era possível retomar as bandeiras do separatismo, dando-lhe uma conotação pró-socialista.
Um comunicado do ETA (foto de 1982) |
Bartolomé Bennassar, ao analisar o caso basco ("Pais basco: génesis de una tragedia, in Historia de los españoles. Vol II, Cap. 12, 1989), identifica no desentendimento entre PNV e o ETA, um típico caso de conflito de gerações, onde os mais jovens rebelam-se contra o imobismo dos mais velhos, no caso, os integrantes do PVN (em sua grande maioria ex-veteranos da Guerra Civil de 1936-1939). Como não poderia deixar de acontecer, a nova geração estimulada pelos feitos revolucionários que então corriam o mundo (a Revolução Cubana ocorrera em janeiro de 1959), decidiu-se fundar, no dia 31 de julho de 1959, uma nova agremiação identificada com a luta armada revolucionária: o ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade).
Para arrancar o movimento autonomista do imobilismo em que e encontrava, decidiram-se por ações espetaculares contra o regime franquista. Além de ampla panfletagem e distribuição de jornais clandestinos, no dia 18 de julho de 1961 praticaram um atentado a bomba contra um trem carregado de veteranos franquistas em San Sebastian, dando início a fase mais violente da luta. Portanto, há quarenta anos que os atentados fazem parte do cotidiano dos espanhóis. O mais espetacular deles todos foi quando o ETA, ainda na época franquista, explodiu uma poderosa bomba no carro do Primeiro Ministro Almirante Carreiro Blanco, em Madri.
A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera
A incontrolável sede de viver…
Trechos do livro:
Um sobre o outro, eles cavalgavam juntos. Iam juntos em direção às distâncias desejadas. Atordoavam-se numa traição que os libertava. Franz cavalgava Sabrina e traía sua mulher, Sabrina cavalgava Franz e traía Franz.
Teresa voltou para casa mais ou menos a uma e meia da manhã, foi ao banheiro, enfiou um pijama e deitou-se ao lado de Tomas. Ele dormia. Inclinada sobre seu rosto, na hora de aproximar os lábios, sentiu em seus cabelos um cheiro estranho. Mergulhou longamente as narinas. Ficou cheirando-o como um cachorro e acabou compreendendo: era um cheiro feminino, cheiro de sexo.
Durante uns vinte anos, sua mulher fora para ele a encarnação de sua mãe…in: lendo.org
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são famosos, sou Napoleão
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Já não sou o único que encontrou a paz
E não é feliz, eu sou feliz
Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.
Gabriel Garcia MarquezQuero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
“De tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR_SE de justiça e TER VERGONHA de ser honesto.”
Rui BarbosaLeon Tolstoi
"O homem nunca deve se por em posição em que perca o que não pode se dar ao luxo de perder."
(Ernest Hemingway)Eu gosto de escutar. Eu aprendi muito escutando cuidadosamente. A maioria das pessoas nunca escuta.
Ernest HemingwayA porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais.
Soren KierkegaardA vida só se compreende mediante um retorno ao passado, mas só se vive para diante.
Soren KierkegaardNão quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
Clarice Lispector"O homem é então a referência de si mesmo, e será sempre o conjunto de suas escolhas, o homem é livre, é liberdade."
" Não importa o que se fez do homem, mas sim aquilo que ele fez, daquilo que fizeram dele." Jean-Paul Sartre.













