sexta-feira, 23 de setembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Banda R.E.M. anuncia que acabou e divulga mensagens de despedida!!!
Por meio de um recado de despedida publicado em seu site oficial, a banda norte-americana R.E.M. anunciou que encerrou suas atividades após 31 anos de carreira:
"Para nossos fãs e amigos: Como R.E.M., e como amigos de toda uma vida e co-conspiradores, nós tomamos a decisão de terminar enquanto banda. Nós partimos com um grande sentimento de gratidão, de finalidade, e de espanto diante de tudo o que consquistamos. Para todos que alguma vez se sentiram tocados por nossa música, nossos profundos agredecimentos por nos ouvir."
Os integrantes do grupo também postaram textos pessoais com explicações sobre o fim da banda. Segundo o baixista Mike Mills, "tomamos a decisão juntos, amigavelmente e com os melhores interesses no coração de cada um. Parece ser a hora certa."
"Eu espero que os fãs entendam que essa decisão não foi fácil", declara o vocalista Michael Stipe. "Mas tudo tem seu fim. A habilidade de frequentar uma festa é saber a hora de ir embora."
Para o guitarrista Peter Buck, "uma das maiores coisas de fazer parte do R.E.M. sempre foi o fato de que os discos e as músicas que escrevemos significam tanto para os fãs quanto para nós. Mike, Michael, Bill, Bertis e eu caminhamos como grandes amigos. Eu sei que vou vê-los no futuro, assim como eu sei que vou ver todos os que nos seguiram e nos apoiaram ao longo dos anos. Mesmo que seja só no corredor de vinil da loja de discos local, ou em pé na parte de trás do clube: assistindo a um grupo de 19 anos tentando mudar o mundo."
O último disco do R.E.M, Collapse Into Now, foi lançado em março deste ano. A banda foi criada no início dos anos 80 e gravou 15 álbuns. Entre seus maiores sucessos estão as músicas Losing my religion, Shiny happy people e It′s the end of the world as we know It (and I feel fine). Os videoclipes do grupo também marcaram a cultura pop internacional.

domingo, 18 de setembro de 2011



Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche
Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
Confúcio
A humildade é a única base sólida de todas as virtudes.
Confúcio
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Dalai Lama
Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Mahatma Gandhi
As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.
Ludwig Wittgenstein
O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
Martha Medeiros
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros
O carteiro e o poeta

Romance que narra a inusitada amizade entre um carteiro e um poeta de renome internacional e ganhador do prêmio Nobel: Pablo Neruda.Pressionado pelo pai para conseguir um trabalho, Mario Jiménez, um jovem morador da pequena Ilha Negra no litoral do Chile, emprega-se como carteiro da agência de correios local. Seu único cliente é o famoso poeta chileno, e todos os dias Mario leva cartas e mais cartas para Neruda. Dessa interação, começa a surgir um embrião de amizade por insistência de Mario, que pede conselhos ao poeta sobre a arte poética.Apaixonado pela filha da estalagem do local, Mario usa a poesia aprendida com Neruda para conquistá-la. Com o apoio do poeta, doma sua complicada sogra e finalmente consegue casar-se com ela.Após eleição de Salvador Allende como presidente da república e a nomeação de Neruda para embaixador do Chile na França, há um afastamento dos amigos (e a perda de trabalho por parte de Mario, que fica sem seu único cliente) quebrado apenas com as cartas trocadas entre os dois. Saudoso de sua ilha, Neruda chega a pedir a seu amigo uma gravação com os sons da lugar, tarefa que Mario cumpre com louvor.Padecendo de uma doença que o levaria a morte, Neruda retorna a Ilha Negra poucos dias antes do golpe militar que derrubaria Allende. Sua casa é cercada por tropas militares e com apelo de Mario e da esposa, se convence a transferir.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/478197-carteiro-poeta/#ixzz1YLvbdDHM



(...) "De um modo mais dramático, numa daquelas profundas confusões conceituais que a Filosofia costuma causar (numa visão mais realista da atividade filosófica), Filósofos (ainda em maiúsculas) por vezes parece oferecer a "Verdade" (também com V maiúsculo) para os mortais, tirando-os das trevas da caverna da ignorância, para remeter a uma antiga e popular metáfora."(...)

by: Alexandre Mayer Luz





...Mas só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroxima, rosa hereditária
A rosa radioativa estúpida e inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume sem rosa, sem nada.

Vinícius de Moraes
O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio.
Ludwig Wittgenstein
Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.
Ludwig Wittgenstein

O Menestrel - William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
"Necessário é dizer e pensar que o ser é: de fato o ser é, nada não é".
Parmênides

A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue.
Mao Tse-Tung
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht
A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver.
Bertrand Russell
O truque da filosofia é começar por algo tão simples que ninguém ache digno de nota e terminar por algo tão complexo que ninguém entenda.
Bertrand Russell
Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis.
Maquiavel
Frases de Lev Vygotsky:

“O saber que não vem da experiência não é realmente saber”

“O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa por outra pessoa”
Aqueles que concordam com uma opinião chamam-lhe opinião; mas os que discordam chamam-lhe heresia.
Thomas Hobbes
A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes.
Karl Marx
Um grama de ação vale uma tonelada de teoria.
Friedrich Engels

Ich sage : "Wir sind Geschwister, egal zu welcher Kultur oder Religion wir gehören!"


by: Nina Hagen

sábado, 17 de setembro de 2011

Por quem os sinos dobram

Prêmio Nobel da Literatura em 1954, Ernest Hemingway esteve na Espanha como jornalista durante a Guerra Civil Espanhola, que vem a ser a temática do romance “Por Quem os sinos dobram”. Numa Espanha em convulsões violentas e fortemente impregnada do ideal comunista, Robert Jordan é um jornalista americano apaixonado pelo país, pelas touradas e pelo povo espanhol, designado por um comando pro-república para dinamitar uma ponte com o intuito de tomar Segóvia. De posse dos planos elaborados em Madrid, parte para as montanhas a fim de se juntar a um bando de guerrilha chefiado por uma cigana, Pilar, que lhe lê a palma da mão ficando apreensiva com o que supostamente vê naqueles traços. A partir de então, a cigana trata Robert com todo carinho, ao ponto de lhe “oferecer” a jovem Maria, resgatada ao fascismo depois de, após o assassínio dos pais, ter sido submetida às maiores barbaridades, incluindo o terem-lhe rapado completamente a cabeça. Os dois vivem um amor intenso, cheio de pureza e Maria foi desde logo uma espécie de dádiva que a cigana entregou a Robert para que ele vivesse, então, todo o passado, o presente e o futuro, tal como ela vivera com o seu toureiro, o homem antes de Pablo o marido presente que, tendo sido outrora um guerrilheiro valente, apresentava agora sinais de uma profunda decadência. Sobretudo por se ter tornado num bêbado e num cobarde mas que, ainda assim, nunca acreditou no sucesso do plano. Ao ponto de furtar os detonadores destinados à explosão e desertar... O enredo do livro decorre em quatro dias, enquanto Robert e os camaradas fazem os preparativos para fazerem explodir a ponte e assim abrirem caminho para a libertação da cidade. Entretanto, todos as pessoas do bando, sobretudo Pilar, vão evocando episódios sangrentos da toda a guerra, misturados com a glória de Espanha, sobretudo ligada às touradas pelas quais o povo espanhol é profundamente aficcionado. Por seu lado Robert, a quem todos chamavam carinhosamente o “Inglês”, reflecte muitas vezes sobre a família e principalmente sobre o seu avô, por quem sempre teve uma enorme admiração, bem como sobre o pai que entretanto se suicidara, minado por uma angústia existencial profunda e a quem ele, longe, numas montanhas em Espanha, carregado de granadas e metralhadores, pode, enfim, entender e perdoar-lhe a “cobardia”. Um forte nevão no mês de Maio, num desses dias, veio a adiar a operação denunciando o esconderijo. E apesar de Pablo, arrependido, ter regressado, com o perdão de todos, para ajudar na detonação, as coisas não correram da melhor maneira... Um romance onde o autor faz uma profunda reflexão sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor, sobre a coragem, sobre a cobardia e sobretudo sobre a solidariedade humana, levada à sua expressão mais sublime em qualquer guerra, seja qual for o lado das trincheiras em que cada um se coloque por amor à causa em que acredite: sobretudo se for uma guerra que, pelo caminho, deixe milhares de mortos, anónimos ou não, por quem os sinos, para um povo católico como o espanhol, haverão sempre de dobrar... “Por quem os sinos dobram” é uma verdadeira Guernica da literatura mundial...

Guernica: a arte e o terror


O mural de Guernica, Picasso, 1937
"Todos vocês sabem que na Espanha nós não nos situamos como meros observadores desinteressados..." - Hitler, em 29 de abril de 1937.

A segunda-feira negra de Guernica

Era uma 2ª feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase 40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".
Hitler apóia Franco

Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936, quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Stalin.
A Legião Condor


Avião alemão da Legião Condor
Em pouco mais de três meses depois chegava à Sevilha, a Legião Condor. Comandada pelo General Sperrle, ela compunha-se de 4 esquadrões de bombardeios e outros 4 de combate, além de unidades antiaéreas, antitanques e de panzers, num total de 6.500 homens. O acordo com os nacionalistas espanhóis concebia uma grande autonomia das forças nazistas que subordinavam-se apenas ao Jefe del Alzamiento, isto é ao próprio Franco. Madri, ainda em mãos dos republicanos esquerdistas, estava, desde o princípio do levante de 18 de julho, submetida a bombardeios aéreos irregulares. Os estrategistas da Luftwaffe de Goering, recém chegados à área do conflito, estavam excitados em aplicar, de forma maciça, uma tática da terra arrasada. Qual seria o efeito dos bombardeios concentrado? Levas de esquadrilhas conduziriam tipos de bombas diferentes - das de fragmentação às incendiarias -, que seriam lançadas em formações compactas, ininterruptamente, sobre um alvo qualquer a ser designado.

A escolha de Guernica


Sobrevivente dos bombardeios (foto de Robert Capa)
A escolha da pequena Guernica deveu-se a vários motivos. A cidade era um alvo fácil, sem proteção antiaérea, além de não ter uma população numerosa. Além disso abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola) embaixo do qual os monarcas espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco). Como o levante de Franco foi também contra a autonomia regional, a destruição de Guernica serviria como uma lição a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou descentralizada. Assim, quando a notícia da dizimação provocada pelo bombardeamento "científico" chegou aos jornais provocou um frêmito de horror em todos os cantos do mundo. Quase todos os habitantes de cidades, em qualquer lugar do planeta, sentiram instintivamente que estavam sendo apresentados a um outro tipo de guerra, à guerra total, e que, doravante, por vezes, seria mais seguro estar-se numa trincheira no fronte, do que vivendo numa grande capital.

A Guernica de Picasso

Estéticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se concentrasse por 5 meses numa grande tela, quase um mural (350,5 x 782,3). Sua primeira aparição deu-se numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas.

Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de Giulio Argan segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema" tenha sido tão explicitada, como na composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Uma obra-prima do século XX

Foi uma das grandes premonições histórico-estéticas do século. Dois anos depois teria o início o martírio das populações de Varsóvia, de Londres, de Berlim, de Hamburgo, de Leningrado, de Dresden, de Hiroxima e de Nagasaki, que padeceriam, devido aos bombardeamentos em massa, dos mesmos tormentos das imagens dilaceradas do quadro de Picasso. Exatamente por não ter nenhum signo específico de agressão, nenhuma suástica ou distintivo franquista ou falangista, a composição transcendeu os acontecimentos da infausta Guerra Civil espanhola, tornando-se um manifesto estético dos horrores provocados por uma tecnologia a serviço da desumanização. Picasso pintou a obra-prima do século, onde se misturam as contradições da nossa época: progresso e violência, catástrofe e prosperidade.
O separatismo basco

Por concentrarem significativos investimentos ingleses e também por abrigarem um classe empresarial empreendora e profundamente católica (um censo de 1970 apontavam o País Basco e Navarra, em toda a Espanha, como os maiores índices de freqüência às missas: 71,3%), os países bascos não conheceram à época do franquismo uma repressão tão violenta como a que se abateu sobre a Catalunha e Valência. Logo depois a Guerra Civil, casas bancárias de Bilbao e de Biscaia expandiram-se para o restante da Espanha, enquanto empresas bascas dedicadas ao comercio de azeite passaram quase a monopoliza-lo em todo o país. Porém essa relativa tolerância (exceção feita ao idioma basco, o euskara, perseguido sem descanso pelos franquistas) para com os antigos anseios autonomistas dos bascos, não fez com que eles desistissem de manter um governo basco no exílio, na vizinha França mais propriamente.

Em 1957, um significativo grupo de estudantes bascos, militantes do PNV (Partido Nacional Vasco), que viajaram para lá, a titulo de estudos, depois de entrevistarem-se com José Maria Leizaola, chefe do governo Euzkadi (Basco) no exílio, com quem se desentenderam, decidiram-se pela opção armada. Ao contrário de Leizaola, que não simpatizava com a linha da ação violenta, os jovens bascos acreditavam que com o apoio do proletariado, da nova geração que formava no estertor do franquismo, e num clero cada vez mais combativo era possível retomar as bandeiras do separatismo, dando-lhe uma conotação pró-socialista.

Um comunicado do ETA (foto de 1982)


Surgimento do ETA

Bartolomé Bennassar, ao analisar o caso basco ("Pais basco: génesis de una tragedia, in Historia de los españoles. Vol II, Cap. 12, 1989), identifica no desentendimento entre PNV e o ETA, um típico caso de conflito de gerações, onde os mais jovens rebelam-se contra o imobismo dos mais velhos, no caso, os integrantes do PVN (em sua grande maioria ex-veteranos da Guerra Civil de 1936-1939). Como não poderia deixar de acontecer, a nova geração estimulada pelos feitos revolucionários que então corriam o mundo (a Revolução Cubana ocorrera em janeiro de 1959), decidiu-se fundar, no dia 31 de julho de 1959, uma nova agremiação identificada com a luta armada revolucionária: o ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade).

Para arrancar o movimento autonomista do imobilismo em que e encontrava, decidiram-se por ações espetaculares contra o regime franquista. Além de ampla panfletagem e distribuição de jornais clandestinos, no dia 18 de julho de 1961 praticaram um atentado a bomba contra um trem carregado de veteranos franquistas em San Sebastian, dando início a fase mais violente da luta. Portanto, há quarenta anos que os atentados fazem parte do cotidiano dos espanhóis. O mais espetacular deles todos foi quando o ETA, ainda na época franquista, explodiu uma poderosa bomba no carro do Primeiro Ministro Almirante Carreiro Blanco, em Madri.


 in: terra.com.br

A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera

A incontrolável sede de viver…


Este espetáculo de livro eu li faz tempo, mas conheci muita gente que simplesmente leu duas e até três vezes. Reler um livro soa meio que como um mito. Mas não é não, concordam?

Há livros que simplesmente devem ser lidos mais de uma vez. Nesta obra-prima de Kundera — A Insustentável Leveza do Ser — , além de visitarmos a cidade de Praga (invasão russa em Tchecoslováquia), temos a especialíssima companhia de personagens incríveis, e também de Nietzsche, Parmênides de Eléia, Sartre e o mais maravilhoso: temos vez por outra o próprio escritor a nos fazer companhia, conduzindo-nos sabiamente pela filosofia, explicando-nos a realidade sinistra de sua história, que se passa em 1968.

O livro foi publicado em 1984 e talvez muitos de vocês tenham assistido ao maravilhoso filme de Fhilip Kaufman, que levou o título de The Unbearable Lightness Being. Trata-se de um romance aparentemente comum, contando a história de Tomas e Tereza e o cenário, o ano – 1968 – tudo contibui fantasticamente para surgir uma que é, sem dúvida, uma das maiores obras-primas de todos os tempos, no quesito literatura-filosófica-história-romance.


Bom, o gênero romance é apenas a âncora para Kundera pôr em questão a filosofia pré-socrática de Parmênides que dissertava sobre a relação peso/leveza. Segundo o filósofo, a problemática estava na dualidade do Ser, onde afirmava que esta dualidade surge da presença e da ausência de entidades. Por exemplo, o frio é apenas a ausência de calor, as trevas são a ausência de luz, então, embora estejamos acostumados com o novo pensamento lógico da vida, para este filósofo a relação leveza/peso afirma o peso como ausência, como não não-leveza.

A partir desta teoria (530 a.C – 460 a.C), Kundera constrói Tomas, um personagem que se recusa a carregar o peso da vida, vivendo sem nenhum compromisso com quaisquer problemas sejam de ordem política, nas relações amorosas, enfim, o personagem escolhe ser “leve”, ou seja, livre. Mas Kundera nos leva aos poucos à meditação Nietzscheana, quando pondera sobre o Eterno Retorno, teoria que prevê o angustiante vazio para quem assume levar uma vida linear, longe de buscas e aventuras.

Segundo Nietzsche a vida é um eterno retorno, porque precisamos, temos a obrigação de errar e voltar a errar quantas vezes for necessário desde que não cometamos o primário erro humano de levarmos uma vida dentro de um ciclo de mesmices. Esta teoria de Nietzsche nos convence, em suma, a levarmos uma vida de liberdade, uma vida que valha a pena ser vivida.

Trata Kundera, ainda, da questão da Compaixão, sob o aspecto filosófico das línguas germânicas e latinas, Kundera discute a partir dos significados. Através da história, vemos que Compaixão nada mais é que um terrível sentimento de superioridade de um indivíduo sobre o outro que sofre. E na incapacidade egoísta deste indivíduo superior de sentir a dor do outro, faz com que o outro sofra duas vezes sua dor. Kundera utiliza-se desta metáfora para construir a relação de Tomas com Teresa, porque Teresa é uma moça simples, do Interior, enquanto Tomas é um rapaz rico, médico renomado e muito bonito. Mas ainda existe Sabina, mulher com quem Tomas mantém uma realação amorosa de liberdade longe dos padrões pré-estabelecidos. Esta mulher é como se fosse a versão feminina do personagem.

É um livro gostoso de ler, vocês terão a companhia do próprio Kundera que se retira da narrativa muitas vezes para passar para o leitor em que terreno filosófico ele está pisando, na forma de rodapés, no decorrer da história. Fantástico. Obrigatório, porque considero uma pena não termos acesso a Parmênides, Nietzsche e Sartre. Mas não há mais desculpas, é só ler A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera e através de uma história de romance que se passa em Praga, em plena invasão russa e tenho certeza que este é um tipo de livro que muda nossa vida, desses que, como disse no início lêem-se mais de uma vez. É o que pretendo fazer esta semana. Reler A Insustentável Leveza do Ser.

Trechos do livro:


Um sobre o outro, eles cavalgavam juntos. Iam juntos em direção às distâncias desejadas. Atordoavam-se numa traição que os libertava. Franz cavalgava Sabrina e traía sua mulher, Sabrina cavalgava Franz e traía Franz.

Teresa voltou para casa mais ou menos a uma e meia da manhã, foi ao banheiro, enfiou um pijama e deitou-se ao lado de Tomas. Ele dormia. Inclinada sobre seu rosto, na hora de aproximar os lábios, sentiu em seus cabelos um cheiro estranho. Mergulhou longamente as narinas. Ficou cheirando-o como um cachorro e acabou compreendendo: era um cheiro feminino, cheiro de sexo.

Durante uns vinte anos, sua mulher fora para ele a encarnação de sua mãe…
in: lendo.org

Nada existe de permanente a não ser a mudança.
Heráclito

A história do Chile da década de 20 aos anos 70 é contada através da saga da família Trueba, que começa com a união de um homem simples (Jeremy Irons), que fica rico, com uma jovem (Meryl Streep) de poderes paranormais. A saga se desenvolve até esta família ser atingida pela revolução, que no início da década de 70 derrubou o presidente Salvador Allende.

 

Balada Do Louco

Os Mutantes

Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz

"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo; destruir no sentido de romper com o passado e as tradições já mortas, de desvincular-se do meio excessivamente  cômodo e seguro da infância  para a conseqüente dolorosa busca da própria razão do existir: ser é ousar ser." (Demian)

By: Hermann Hesse


A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.
Platão


Como poucos, eu conheci as lutas e as tempestades. Como poucos, eu amei a palavra liberdade e por ela briguei.
Oswald de Andrade

Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se.

Gabriel Garcia Marquez

Desde aquele dia
não movi as peças
no tabuleiro.

Jorge Luis Borges

A esperança é o mais sórdido dos sentimentos.

Jorge Luis Borges

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A falta de amor é a maior de todas as pobrezas.

Madre Teresa de Calcutá

O dinheiro dos tolos é o patrimônio dos espertos.
( Frases e Pensamentos de Diderot )

É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade.
( IMMANUEL KANT )

“De tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR_SE de justiça e TER VERGONHA de ser honesto.”

Rui Barbosa
A palavra pode unir os homens, a palavra pode também separá-los, a palavra pode servir o amor como pode servir a amizade e o rancor. Livra-te da palavra que pode provocar o ódio.
Leon Tolstoi

É parte da cura o desejo de ser curado.

Sêneca

"O homem nunca deve se por em posição em que perca o que não pode se dar ao luxo de perder."

(Ernest Hemingway)

Eu gosto de escutar. Eu aprendi muito escutando cuidadosamente. A maioria das pessoas nunca escuta.

Ernest Hemingway
"Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça ?"

Dostoievski

De homem a homem verdadeiro, o caminho passa pelo homem louco.

Michel Foucault
“O futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inatingível. Para os temorosos, o desconhecido. Para os valentes é a oportunidade!”
Victor Hugo

“Só é util o conhecimento que nos torna melhor!”
Sócrates
“Os primeiros quarenta anos de vida nos dão o texto; os trinta seguinte nos dão o comentário!”
Schopenhauer
“Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-lo!”
Voltaire
“Quem escreve um livro constrói um castelo; Quem o lê, passa à habitá-lo!”
Autor Desconhecido

A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais.

Soren Kierkegaard

A vida só se compreende mediante um retorno ao passado, mas só se vive para diante.

Soren Kierkegaard

Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)

Clarice Lispector

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.

Clarice Lispector
"O homem é um construtor de si mesmo, em situação, vivendo e pertencendo a grupos o homem se faz socialmente."
"O homem é então a referência de si mesmo, e será sempre o conjunto de suas escolhas, o homem é livre, é liberdade."
" Não importa o que se fez do homem, mas sim aquilo que ele fez, daquilo que fizeram dele." Jean-Paul Sartre.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

"Se só me faltassem os outros, consola-se mais ou menos das pessoas que se perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo." (Machado de Assis)