sábado, 17 de dezembro de 2011


Sábado, 17 de Dezembro de 2011

"As grandes empresas estão chegando, mas precisamos de vagas de emprego para nossos filhos"

Por Julio Cesar Ribeiro Dias*


Julio Ribeiro
O parque industrial de Camaçari cresceu tanto nos últimos anos que colocou a economia da Bahia entre as primeiras do Brasil.


O mundo está vindo para cá, estão chegando os chineses com sua fábrica de automóvel, a Jac Motors, os alemães com a Basf e seu polo acrílico, os franceses com a Alston e seus aero geradores de energia eólica, e os turcos com sua fábrica de água oxigenada, a Peróxy Bahia. 

O Boticário também vem com sua fábrica de perfume e seu Centro de Distribuição que se somarão com inúmeras outras empresas já estabelecidas e outras que estão chegando. 

É previsível que esse crescimento industrial provocará uma migração em massa o que acarretará uma explosão demográfica, onde os cálculos mais sugeridos é de que a cidade deverá dobrar em número de habitante nos próximos anos beirando os 500 mil moradores. 

E para preparar o município a esta nova realidade o governo Federal, Estadual e Municipal concentram suas forças em obras prioritárias e estruturantes. 

Em breve teremos a duplicação da Via Parafusos, obra que já começou através da parceria com a concessionária Bahia Norte que opera o pedágio. 

Teremos também a retomada da construção da variante ferroviária para o transporte da produção industrial e a consequente liberação da atual malha férrea para ser utilizada com o trem de passageiro entre Camaçari e Salvador melhorando o complicado transporte intermunicipal de passageiros. 
Também já está em construção na cidade o campus local da Universidade Federal da Bahia (UFBA); já foi inaugurado e já está funcionando o IFBA; e a prefeitura doará um terreno de R$ 1,5 milhões de reais para a instalação de uma unidade do Senai na cidade. Obras essas que serão fundamentais para a qualificação da mão de obra local, para que as famílias camaçarienses possam usufruir dos benefícios dos empregos gerados aqui. 

O governo do Estado com verba do PAC já concluiu 65% das obras do saneamento básico da cidade que deve ficar pronta em julho de 2012 e a recuperação do Rio Camaçari tem quase 300 milhões de reais garantidos do PAC 2, para serem aplicados na reurbanização de boa parte do município. 

A Orla Marítima da Cidade, onde os moradores cobram mais investimentos, esta depois de muitos anos recebendo obras de requalificação, como em Arembepe e Itacimirim. 
No entanto apesar dessa erupção de inaugurações de indústrias e de obras o povo continua reclamando de muitas falhas que ainda acontecem na área urbana da cidade e que tornam a vida da população mais difícil e que precisam ser corrigidas o mais rápido possível. Deparamos muitas vezes, infelizmente, com péssimos serviços e atendimento precário, tanto nas repartições públicas quanto nas empresas privadas. As lojas, os mercados precisam melhorar muito no atendimento ao cliente. 
E é por isso que o povo reclama de quase tudo, reclama do transporte coletivo, dos motoristas que não respeitam os sinais de trânsito, do preço da gasolina, do preço do gás , da violência, da falta de vacinas, dos corpos dos mortos que ficam estendidos no chão por várias horas até a chegada do IML, do trânsito confuso, do supermercado com suas filas enormes, da dificuldade de se conquistar um emprego nas industrias que chegam na cidade, da poluição sonora, da poluição visual, da ausência do Procon, da falta de um shopping, da falta de um grande supermercado, da corrupção, etc, etc. 
Uma das saídas para muitos desses problemas urbanos citados seria investir pesado no Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município.
Não é possível mais, por exemplo, que se permita a colocação de cones nos estacionamentos das ruas da cidade para reservar espaços aos donos dos prédios. A cidade é de todos. Tem que ter lei para todos. 

A poluição sonora e a poluição visual na cidade precisam ser combatidas. O meio ambiente precisa ser preservado e a qualidade de vida da população precisa ser garantida. 

A quantidade de bares ocupando as calçadas dos bairros da cidade precisa ser controlada, pois as crianças, as donas de casas, os estudantes e os trabalhadores precisam se locomover livremente. 

Na questão da colocação profissional é preciso descobrir, para onde estão indo os empregos das novas indústrias que chegam na cidade que quase ninguém consegue uma vaga. 

Esta pergunta precisa ser respondida. Temos que localizar onde estão as falhas nesta questão e saná-las, pois não é possível mais vermos tantas empresas chegando em nossa cidade e nossos jovens não conseguirem um emprego. 
Camaçari está colhendo no crescimento industrial os bons frutos que o povo plantou, com o voto e a manutenção no poder por mais de oito anos da mesma estrutura política tanto no campo Federal, como Estadual e Municipal. Com Lula, Wagner, Caetano e agora com Dilma. O famoso “alinhamento político”. 
No entanto estes frutos precisam chegar a mesa dos moradores de Camaçari e para isso precisamos planejar a cidade, investir no urbano e garantir a cidadania plena ao povo desta cidade. 
E neste novo contexto a sociedade de Camaçari precisa emergir, precisa aparecer, precisa se organizar, para juntos construirem este novo momento. 
Camaçari não é só as torres das indústrias, nem só os prédios da cidade ou apenas os arrecifes do mar. Camaçari é principalmente o povo que vive nesta cidade. E é para este povo que os benefícios precisam  chegar.


*Julio Ribeiro é bacharel em Administração de Empresas, fundador e diretor do Camaçari Notícias

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Síntese nota 10 em Antropologia!! Docente: Jean Segata.

Joelma Barbosa dos Anjos


Culturalismo,simbolismo e críticas: Sétima aula ministrada no dia 08 de dezembro de 2011. Jean Segata no uso de suas atribuições como docente da cadeira de Antropologia do curso de Direito da Unidavi, fez conhecer o legado antropológico norte-americano discorrendo sobre a Escola Histórico-Culturalista. Fazendo uso do data-show, anotações no quadro e apresentando alguns exemplares de livros pertinentes às abordagens, possibilitou aos acadêmicos a reflexão crítica-construtiva.
No primeiro instante para fins de entendimentos, a Antropologia norte-americana foi delimitada num período compreendido entre 1890-1950. Nesse ínterim, o Brasil apresentava duas correntes antropológicas, a Cultural  e a Física, dando-se destaque ao grande historiador Gilberto Freyre. Nos Estados Unidos o grande mentor da Escola Histórico-Culturalista foi Franz Boas; alemão, judeu e de graduação em Física. Passou uma temporada no Canadá com o intuito de formular uma resposta para justificar a coloração mais escura do mar na região dos pólos. Chegando à conclusão que tal fenômeno devia-se ao fato da pouca incidência solar. Essa experiência de convivência diária com os esquimós, acabou sendo determinante para sua conversão à Antropologia. A Europa fervilhava em guerra e perseguição aos judeus, e é em meio a esse cenário que Franz Boas solicita uma bolsa de estudos nos Estados Unidos, sendo concedida na condição do Boas se tornar cidadão americano.
Franz Boas teve como contexto o movimento evolucionista representado por grandes teóricos como Henry Morgan, James Frazer, Edward Tylor, Charles Darwin e Herbert Spencer. Algumas considerações foram suscitadas para um melhor depreendimento da teoria evolucionista. De acordo com o postulado darwiniano, nada é estático e sim evolucionista, o que faz lembrar curiosamente de Heráclito. Herbert Spencer via a sociedade em constante progresso, ou seja, o homem tende a buscar algo melhor para si. Já Henry Morgan abordou o Evolucionismo Cultural, onde a sociedade era compreendida entre os conceitos de primitivos e civilizados. A diferença entre os indivíduos se daria por degraus: o selvagem, o bárbaro e o civilizado. Henry Morgan como jurista e senador acabou por promover a segregação por força da lei, a chamada eugenia. Franz Boas acabou se destacando por criticar a segregação imposta por Henry Morgan, recebendo apoio de um segmento social contrário à eugenia. Boas lecionou na University of Columbia, em 1896 criou a A.A.A (American Anthropological Association), e sendo seu primeiro texto intitulado “Limitação do método comparativo da Antropologia. Com o Método Histórico procurou analisar a história do povo pela própria história, e não de forma geral. Nesse caso não haveria um ponto de origem externo; nas entrelinhas ele negava a validade da Comparação Difusionista. De acordo com Boas a história é invenção.
Bastante relevante nas explanações que seguiram ao intervalo, foram as colocações do docente em relação da contribuição de duas figuras femininas, a Margaret Mead e Ruth Benedict que foram alunas do Franz Boas. A Margaret Mead realizou trabalho de campo em Samoa nos anos de 1920-1950, procurando analisar o comportamento social desse povo, tendo como pressuposto as diferenças temperamentais entre os sexos. Esse engajamento culminaria na abertura  dos futuros debates feministas dos anos 60 e 70. Em 1930 publicou o livro “Sexo e temperamento”, sugerindo que o sexo, enquanto gênero é inventado. Uma curiosa proeza da Margaret Mead foi ter casado cinco vezes num intervalo de quinze anos, e sendo um dos casamentos fruto de uma relação homo afetiva com Ruth Benedict. Essa última por sua vez, teorizou a escola americana, deu continuidade ao trabalho do Franz Boas, realizou trabalhos de campos nos bancos de praças, tinha forte influência do Karl Gustav Jung e como leitora assídua do Durkheim, trocou a palavra sociedade por cultura ou arquétipo. Publicou o livro Padrões de Cultura.
A expressão da escola Hermenêutica  foi Clifford Geertz que procurou estudar os símbolos e os significados. Geertz inaugurou a idéia de criar conceitos numa perspectiva onde não admitia a confusão entre familiaridade com conhecimento. Na aula foi dado o exemplo do praticante de skate. O foco de Clifford Geertz é o individual, e não o coletivo. Ao falar a palavra caneta, estariam todos os acadêmicos pensando iguais? O símbolo é o mesmo, mas e quanto ao seu significado? São apenas valores partilhados a partir da interpretação da cultura como documento público.
Faltavam alguns minutos para findar a aula quando foi tecido um breve comentário respaldado no material disponibilizado na midiateca, e tido como leitura obrigatória: A invenção da cultura de Roy Wagner. Segundo o autor, Cultura é apenas uma palavra usada pelo antropólogo para organizar o próprio discurso. Roy Wagner foi contemporâneo de Geertz, trouxe Wittgenstein para a Antropologia e comungava com a categoria de pensamento de Immanuel Kant.
Em suma, mas do que acadêmicas procurando serem assíduas por causa das sanções provenientes das  faltas  (normas da instituição), a relevância da assiduidade está em compreender e enxergar a Antropologia além da visão estanque de Durkheim que criava rótulos. Olhar de forma geral  seria por demais piegas! Olhar as partes é mais belo, talvez diria Geertz... Por que não aceitar a Antropologia do posto de vista de Malinowski? Um organismo vivo, com seus órgãos, células e funções. O trabalho antropológico seria resultado de todo esse organismo vivo funcionando. Pesquisando mais a fundo, quem sabe se a Antropologia não seria uma estrututa-estruturante? Seja como for, não damos a mínima se os antropólogos inventaram a cultura! Até porque  [...] Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão [...] Sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão... Hoje como acadêmicas do curso de Direito e futuramente como profissionais na área das Ciências Socialmente Aplicáveis, urge a necessidade de racionalização de nossas individualidades. Faz-se necessário ser atingido em cheio por todas essas diversidades “culturais”, ou estranhar o familiar, e se familiarizar com o exótico. Apenas exigimos nossos direitos à verdade e que o  conhecimento não nos seja protelado!


                                    



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

GOLDMAN, Marcio. “Alteridade e Experiência: antropologia e teoria etnográfica, Vol. X (1), 2006, p. 161-173.
SEGATA, Jean. “Filosofia e Antropologia”. In:MACHADO, N,; SEGATA,J. (orgs). Filosofia(s). 2. Ed. Revista ampliada. Rio do Sul: Editora UNIDAVI, 2011, p. 155-178.
WAGNER, Roy. “A Presunção da Cultura”. In:__ A Invenção da Cultura. São Paulo: Cosac & Naify, 2010, p. 27-46.


Outros materias:
Anotações pessoais.

Site visitado:
http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/12899/ < acessado em 09 de dezembro de 2011>.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Banda R.E.M. anuncia que acabou e divulga mensagens de despedida!!!
Por meio de um recado de despedida publicado em seu site oficial, a banda norte-americana R.E.M. anunciou que encerrou suas atividades após 31 anos de carreira:
"Para nossos fãs e amigos: Como R.E.M., e como amigos de toda uma vida e co-conspiradores, nós tomamos a decisão de terminar enquanto banda. Nós partimos com um grande sentimento de gratidão, de finalidade, e de espanto diante de tudo o que consquistamos. Para todos que alguma vez se sentiram tocados por nossa música, nossos profundos agredecimentos por nos ouvir."
Os integrantes do grupo também postaram textos pessoais com explicações sobre o fim da banda. Segundo o baixista Mike Mills, "tomamos a decisão juntos, amigavelmente e com os melhores interesses no coração de cada um. Parece ser a hora certa."
"Eu espero que os fãs entendam que essa decisão não foi fácil", declara o vocalista Michael Stipe. "Mas tudo tem seu fim. A habilidade de frequentar uma festa é saber a hora de ir embora."
Para o guitarrista Peter Buck, "uma das maiores coisas de fazer parte do R.E.M. sempre foi o fato de que os discos e as músicas que escrevemos significam tanto para os fãs quanto para nós. Mike, Michael, Bill, Bertis e eu caminhamos como grandes amigos. Eu sei que vou vê-los no futuro, assim como eu sei que vou ver todos os que nos seguiram e nos apoiaram ao longo dos anos. Mesmo que seja só no corredor de vinil da loja de discos local, ou em pé na parte de trás do clube: assistindo a um grupo de 19 anos tentando mudar o mundo."
O último disco do R.E.M, Collapse Into Now, foi lançado em março deste ano. A banda foi criada no início dos anos 80 e gravou 15 álbuns. Entre seus maiores sucessos estão as músicas Losing my religion, Shiny happy people e It′s the end of the world as we know It (and I feel fine). Os videoclipes do grupo também marcaram a cultura pop internacional.

domingo, 18 de setembro de 2011



Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche
Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.
Confúcio
A humildade é a única base sólida de todas as virtudes.
Confúcio
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.
Dalai Lama
Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Mahatma Gandhi
As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.
Ludwig Wittgenstein
O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.
Martha Medeiros
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros
O carteiro e o poeta

Romance que narra a inusitada amizade entre um carteiro e um poeta de renome internacional e ganhador do prêmio Nobel: Pablo Neruda.Pressionado pelo pai para conseguir um trabalho, Mario Jiménez, um jovem morador da pequena Ilha Negra no litoral do Chile, emprega-se como carteiro da agência de correios local. Seu único cliente é o famoso poeta chileno, e todos os dias Mario leva cartas e mais cartas para Neruda. Dessa interação, começa a surgir um embrião de amizade por insistência de Mario, que pede conselhos ao poeta sobre a arte poética.Apaixonado pela filha da estalagem do local, Mario usa a poesia aprendida com Neruda para conquistá-la. Com o apoio do poeta, doma sua complicada sogra e finalmente consegue casar-se com ela.Após eleição de Salvador Allende como presidente da república e a nomeação de Neruda para embaixador do Chile na França, há um afastamento dos amigos (e a perda de trabalho por parte de Mario, que fica sem seu único cliente) quebrado apenas com as cartas trocadas entre os dois. Saudoso de sua ilha, Neruda chega a pedir a seu amigo uma gravação com os sons da lugar, tarefa que Mario cumpre com louvor.Padecendo de uma doença que o levaria a morte, Neruda retorna a Ilha Negra poucos dias antes do golpe militar que derrubaria Allende. Sua casa é cercada por tropas militares e com apelo de Mario e da esposa, se convence a transferir.

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/478197-carteiro-poeta/#ixzz1YLvbdDHM



(...) "De um modo mais dramático, numa daquelas profundas confusões conceituais que a Filosofia costuma causar (numa visão mais realista da atividade filosófica), Filósofos (ainda em maiúsculas) por vezes parece oferecer a "Verdade" (também com V maiúsculo) para os mortais, tirando-os das trevas da caverna da ignorância, para remeter a uma antiga e popular metáfora."(...)

by: Alexandre Mayer Luz





...Mas só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroxima, rosa hereditária
A rosa radioativa estúpida e inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume sem rosa, sem nada.

Vinícius de Moraes
O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio.
Ludwig Wittgenstein
Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo.
Ludwig Wittgenstein

O Menestrel - William Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
"Necessário é dizer e pensar que o ser é: de fato o ser é, nada não é".
Parmênides

A política é uma guerra sem derramamento de sangue, e a guerra uma política com derramamento de sangue.
Mao Tse-Tung
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht
A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver.
Bertrand Russell
O truque da filosofia é começar por algo tão simples que ninguém ache digno de nota e terminar por algo tão complexo que ninguém entenda.
Bertrand Russell
Há três espécies de cérebros: uns entendem por si próprios; os outros discernem o que os primeiros entendem; e os terceiros não entendem nem por si próprios nem pelos outros; os primeiros são excelentíssimos; os segundos excelentes; e os terceiros totalmente inúteis.
Maquiavel
Frases de Lev Vygotsky:

“O saber que não vem da experiência não é realmente saber”

“O caminho do objeto até a criança e desta até o objeto passa por outra pessoa”
Aqueles que concordam com uma opinião chamam-lhe opinião; mas os que discordam chamam-lhe heresia.
Thomas Hobbes
A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes.
Karl Marx
Um grama de ação vale uma tonelada de teoria.
Friedrich Engels

Ich sage : "Wir sind Geschwister, egal zu welcher Kultur oder Religion wir gehören!"


by: Nina Hagen

sábado, 17 de setembro de 2011

Por quem os sinos dobram

Prêmio Nobel da Literatura em 1954, Ernest Hemingway esteve na Espanha como jornalista durante a Guerra Civil Espanhola, que vem a ser a temática do romance “Por Quem os sinos dobram”. Numa Espanha em convulsões violentas e fortemente impregnada do ideal comunista, Robert Jordan é um jornalista americano apaixonado pelo país, pelas touradas e pelo povo espanhol, designado por um comando pro-república para dinamitar uma ponte com o intuito de tomar Segóvia. De posse dos planos elaborados em Madrid, parte para as montanhas a fim de se juntar a um bando de guerrilha chefiado por uma cigana, Pilar, que lhe lê a palma da mão ficando apreensiva com o que supostamente vê naqueles traços. A partir de então, a cigana trata Robert com todo carinho, ao ponto de lhe “oferecer” a jovem Maria, resgatada ao fascismo depois de, após o assassínio dos pais, ter sido submetida às maiores barbaridades, incluindo o terem-lhe rapado completamente a cabeça. Os dois vivem um amor intenso, cheio de pureza e Maria foi desde logo uma espécie de dádiva que a cigana entregou a Robert para que ele vivesse, então, todo o passado, o presente e o futuro, tal como ela vivera com o seu toureiro, o homem antes de Pablo o marido presente que, tendo sido outrora um guerrilheiro valente, apresentava agora sinais de uma profunda decadência. Sobretudo por se ter tornado num bêbado e num cobarde mas que, ainda assim, nunca acreditou no sucesso do plano. Ao ponto de furtar os detonadores destinados à explosão e desertar... O enredo do livro decorre em quatro dias, enquanto Robert e os camaradas fazem os preparativos para fazerem explodir a ponte e assim abrirem caminho para a libertação da cidade. Entretanto, todos as pessoas do bando, sobretudo Pilar, vão evocando episódios sangrentos da toda a guerra, misturados com a glória de Espanha, sobretudo ligada às touradas pelas quais o povo espanhol é profundamente aficcionado. Por seu lado Robert, a quem todos chamavam carinhosamente o “Inglês”, reflecte muitas vezes sobre a família e principalmente sobre o seu avô, por quem sempre teve uma enorme admiração, bem como sobre o pai que entretanto se suicidara, minado por uma angústia existencial profunda e a quem ele, longe, numas montanhas em Espanha, carregado de granadas e metralhadores, pode, enfim, entender e perdoar-lhe a “cobardia”. Um forte nevão no mês de Maio, num desses dias, veio a adiar a operação denunciando o esconderijo. E apesar de Pablo, arrependido, ter regressado, com o perdão de todos, para ajudar na detonação, as coisas não correram da melhor maneira... Um romance onde o autor faz uma profunda reflexão sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor, sobre a coragem, sobre a cobardia e sobretudo sobre a solidariedade humana, levada à sua expressão mais sublime em qualquer guerra, seja qual for o lado das trincheiras em que cada um se coloque por amor à causa em que acredite: sobretudo se for uma guerra que, pelo caminho, deixe milhares de mortos, anónimos ou não, por quem os sinos, para um povo católico como o espanhol, haverão sempre de dobrar... “Por quem os sinos dobram” é uma verdadeira Guernica da literatura mundial...

Guernica: a arte e o terror


O mural de Guernica, Picasso, 1937
"Todos vocês sabem que na Espanha nós não nos situamos como meros observadores desinteressados..." - Hitler, em 29 de abril de 1937.

A segunda-feira negra de Guernica

Era uma 2ª feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia. Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando, antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 - Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e desesperados saíram para aos arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralhadora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se 1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase 40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".
Hitler apóia Franco

Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936, quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Stalin.
A Legião Condor


Avião alemão da Legião Condor
Em pouco mais de três meses depois chegava à Sevilha, a Legião Condor. Comandada pelo General Sperrle, ela compunha-se de 4 esquadrões de bombardeios e outros 4 de combate, além de unidades antiaéreas, antitanques e de panzers, num total de 6.500 homens. O acordo com os nacionalistas espanhóis concebia uma grande autonomia das forças nazistas que subordinavam-se apenas ao Jefe del Alzamiento, isto é ao próprio Franco. Madri, ainda em mãos dos republicanos esquerdistas, estava, desde o princípio do levante de 18 de julho, submetida a bombardeios aéreos irregulares. Os estrategistas da Luftwaffe de Goering, recém chegados à área do conflito, estavam excitados em aplicar, de forma maciça, uma tática da terra arrasada. Qual seria o efeito dos bombardeios concentrado? Levas de esquadrilhas conduziriam tipos de bombas diferentes - das de fragmentação às incendiarias -, que seriam lançadas em formações compactas, ininterruptamente, sobre um alvo qualquer a ser designado.

A escolha de Guernica


Sobrevivente dos bombardeios (foto de Robert Capa)
A escolha da pequena Guernica deveu-se a vários motivos. A cidade era um alvo fácil, sem proteção antiaérea, além de não ter uma população numerosa. Além disso abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola) embaixo do qual os monarcas espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco). Como o levante de Franco foi também contra a autonomia regional, a destruição de Guernica serviria como uma lição a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou descentralizada. Assim, quando a notícia da dizimação provocada pelo bombardeamento "científico" chegou aos jornais provocou um frêmito de horror em todos os cantos do mundo. Quase todos os habitantes de cidades, em qualquer lugar do planeta, sentiram instintivamente que estavam sendo apresentados a um outro tipo de guerra, à guerra total, e que, doravante, por vezes, seria mais seguro estar-se numa trincheira no fronte, do que vivendo numa grande capital.

A Guernica de Picasso

Estéticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se concentrasse por 5 meses numa grande tela, quase um mural (350,5 x 782,3). Sua primeira aparição deu-se numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas.

Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de Giulio Argan segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema" tenha sido tão explicitada, como na composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figuras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destruição que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz, implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece esmagando a vida.
Uma obra-prima do século XX

Foi uma das grandes premonições histórico-estéticas do século. Dois anos depois teria o início o martírio das populações de Varsóvia, de Londres, de Berlim, de Hamburgo, de Leningrado, de Dresden, de Hiroxima e de Nagasaki, que padeceriam, devido aos bombardeamentos em massa, dos mesmos tormentos das imagens dilaceradas do quadro de Picasso. Exatamente por não ter nenhum signo específico de agressão, nenhuma suástica ou distintivo franquista ou falangista, a composição transcendeu os acontecimentos da infausta Guerra Civil espanhola, tornando-se um manifesto estético dos horrores provocados por uma tecnologia a serviço da desumanização. Picasso pintou a obra-prima do século, onde se misturam as contradições da nossa época: progresso e violência, catástrofe e prosperidade.
O separatismo basco

Por concentrarem significativos investimentos ingleses e também por abrigarem um classe empresarial empreendora e profundamente católica (um censo de 1970 apontavam o País Basco e Navarra, em toda a Espanha, como os maiores índices de freqüência às missas: 71,3%), os países bascos não conheceram à época do franquismo uma repressão tão violenta como a que se abateu sobre a Catalunha e Valência. Logo depois a Guerra Civil, casas bancárias de Bilbao e de Biscaia expandiram-se para o restante da Espanha, enquanto empresas bascas dedicadas ao comercio de azeite passaram quase a monopoliza-lo em todo o país. Porém essa relativa tolerância (exceção feita ao idioma basco, o euskara, perseguido sem descanso pelos franquistas) para com os antigos anseios autonomistas dos bascos, não fez com que eles desistissem de manter um governo basco no exílio, na vizinha França mais propriamente.

Em 1957, um significativo grupo de estudantes bascos, militantes do PNV (Partido Nacional Vasco), que viajaram para lá, a titulo de estudos, depois de entrevistarem-se com José Maria Leizaola, chefe do governo Euzkadi (Basco) no exílio, com quem se desentenderam, decidiram-se pela opção armada. Ao contrário de Leizaola, que não simpatizava com a linha da ação violenta, os jovens bascos acreditavam que com o apoio do proletariado, da nova geração que formava no estertor do franquismo, e num clero cada vez mais combativo era possível retomar as bandeiras do separatismo, dando-lhe uma conotação pró-socialista.

Um comunicado do ETA (foto de 1982)


Surgimento do ETA

Bartolomé Bennassar, ao analisar o caso basco ("Pais basco: génesis de una tragedia, in Historia de los españoles. Vol II, Cap. 12, 1989), identifica no desentendimento entre PNV e o ETA, um típico caso de conflito de gerações, onde os mais jovens rebelam-se contra o imobismo dos mais velhos, no caso, os integrantes do PVN (em sua grande maioria ex-veteranos da Guerra Civil de 1936-1939). Como não poderia deixar de acontecer, a nova geração estimulada pelos feitos revolucionários que então corriam o mundo (a Revolução Cubana ocorrera em janeiro de 1959), decidiu-se fundar, no dia 31 de julho de 1959, uma nova agremiação identificada com a luta armada revolucionária: o ETA (Euzkadi Ta Azkatasuna = Pátria basca e liberdade).

Para arrancar o movimento autonomista do imobilismo em que e encontrava, decidiram-se por ações espetaculares contra o regime franquista. Além de ampla panfletagem e distribuição de jornais clandestinos, no dia 18 de julho de 1961 praticaram um atentado a bomba contra um trem carregado de veteranos franquistas em San Sebastian, dando início a fase mais violente da luta. Portanto, há quarenta anos que os atentados fazem parte do cotidiano dos espanhóis. O mais espetacular deles todos foi quando o ETA, ainda na época franquista, explodiu uma poderosa bomba no carro do Primeiro Ministro Almirante Carreiro Blanco, em Madri.


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